A sabedoria indígena diz que quando não fazemos o que dizemos, o fio de nossa ação que deveria estar concluída e amarrada no propósito, fica solto ao nosso lado.
Com o decorrer do tempo, os fios soltos enrolam-se aos nossos pés e impedem que caminhemos livremente, ficamos amarrados às nossas palavras.
Os indígenas têm o costume de dizer "pôr-as-palavras-a-andar", quer dizer, agir de acordo com o que se fala.
Nos tempos modernos, menos poético, diz-se "pôr-dinheiro-no-que-falas", no que dizes, quer dizer, acreditas realmente no que dizes, ao ponto de pores a tua credibilidade em jogo, ao ponto de pores dinheiro, o bem físico que a sociedade mais preza, e com o qual, compara.
E tu fazes o que dizes, o que apregoas?
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